Você já ouviu falar em GPS da pele?

Esta é a nova abordagem dos profissionais que promovem a real saúde da pele e não intervenções ao acaso.

Cuidar da pele vai muito além da vaidade, é uma questão de saúde, já que a pele é o maior órgão do nosso organismo e tem comunicação direta com vários sistemas fisiológicos.
As abordagens modernas na saúde estética contam com muitas terapias minimamente invasivas que podem ajudar nossos pacientes a envelhecer graciosamente e discretamente.

Uma das dúvidas que mais respondo nos cursos é sobre a ordem certa das intervenções, a periodicidade e por aí vai, não seria bom se conseguíssemos sistematizar este perfil de tratamento?

Bem isso já existe, é o chamado sistema de gestão da idade da pele, ou como se popularizou no Brasil o GPS da pele.

O termo foi adaptado do inglês Skin Age Management (SAM), Rodriguez (2019) desenvolveu um protocolo, que visa ajudar profissionais e pacientes a entender melhor sobre como planejar os tratamentos disponíveis, ressaltando a conveniência de combinar técnicas com o objetivo de alcançar mudanças discretas para obter o que consideramos ser resultados ótimos.

Nossa, mas será que combinações e ainda complementações com os cuidados diários com cosméticos, suplementação e bons hábitos ainda serão necessários depois de um plano tão bem elaborado?

Claro que sim, o processo de envelhecer da pele é diário e contínuo, pode ser agravado por nossas condutas e hábitos deletérios, e isso ficou comprovado no artigo do Dayan (2019) que observou um aumento nas escalas de qualidade da pele com o complemento de tratamento homecare.

Claro que novas apostas continuam a chegar no mercado para potencializar ainda mais as novas abordagens clínicas com finalidade estética, podemos com certeza destacar a ozonioterapia e também a terapia autóloga.

Segundo Pourang (2020) um dos maiores desafios na progressão da saúde estética está em proporcionar tratamentos com resultados de longo prazo que também são minimamente invasivos e seguros. Acompanhando essa demanda estão desenvolvimentos em terapias autólogas, como células-tronco derivadas do tecido de gordura, fração vascular estrômica, microfat, nanofat e terapias plaquetárias, que estão sendo demonstradas para entregar resultados satisfatórios.

A combinação de terapias autólogas com métodos não invasivos e minimamente invasivos tradicionais podem fornecer aos pacientes opções de rejuvenescimento mais eficazes.

E aí o seu profissional já iniciou o seu GPS cutâneo? A prevenção e cuidado contínuo dentro de um planejamento irão assegurar uma pele saudável e jovial por mais tempos.

Biblibografias:

R Ruiz-Rodriguez , Um Martin-Gorgojo. Integral Facial Management of the Aesthetic Patient: The Skin Age Management Protocol. Actas Dermosifiliogr (Engl Ed). 2019 Abr;110(3):197-205.
Steven H Dayan et. Al. Topical skin therapies in subjects undergoing full facial rejuvenation. J Cosmet Dermatol. 2019 Jun;18(3):798-805.

Aunna Pourang , Helena Rockwell , Kian Karimi. New Frontiers in Skin Rejuvenation, Including Stem Cells and Autologous Therapies. Facial Plast Surg Clin North Am. 2020 Feb;28(1):101-117.

Rafael Ferreira

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